sábado, 22 de maio de 2010

Pandorum

Christian Alvart é um diretor alemão, nascido em 1974. Dirigiu Antibodies, um thriller sobre um serial killer pederasta. Pandorum é seu primeiro filme Hollywoodiano e seu trabalho mais recente é Caso 39 com a (odiosa) atriz Renée Zellweger.
Cabo Bower(Ben Foster) acaba de acordar numa nave após um hipersono de cerca de oito anos. Lembrando de pouquíssimas coisas, Bower precisa, com a ajuda de seu tenente, Payton(Dennis Quaid), encontrar o caminho até o reator da nave para reiniciar a energia. Payton fica na cabine de comando guiando Bower através de uma escuta, mas os dois acabam perdendo contato quando o cabo encontra criaturas bizarras espalhadas pela nave. Bower acaba descobrindo a verdade por trás de sua missão. A Terra foi destruída e a nave está levando humanos para um planeta habitável, Tania, porém, a droga injetada para aguentarem o hipersono acabou transformando alguns humanos em criaturas mutantes. Bower, junto com outros sobreviventes, precisa chegar até o reator para que a nave possa continuar a viagem. Mas parece ser tarde demais quando seu tenente demonstra os sintomas de Pandorum, um surto psicótico produzido pelo hipersono.
Pandorum é o tipo de filme que não fede e nem cheira. Foi erroneamente classificado como terror. Não tomei um susto. Os humanos mutantes me lembraram goblins do futuro. O que quebrou o filme foi a presença de Dennis Quaid, um dos atores que mais odeio HAHA. Ok, não foi só isso. O filme é bem clichê, mas a cena final é irada.
Nota: 6,5.

Manhattan

Woody Allen é o pseudônimo de Allan Stewart Königsberg, nova-iorquino de 1935. Sua primeira aparição no cinema foi em "O que que há, gatinha", estrelado e escrito por ele. É difícil dizer quais são os trabalhos mais conhecidos dele... na verdade, são quase todos. Woody Allen optou em filmar Manhattan todo em preto e branco, o que acabou dando uma beleza extraordinária ao filme.
O filme se inicia com Woody Allen tentando escrever o primeiro capítulo do livro de seu personagem, e como pano de fundo vemos imagens de uma Nova York cinzenta. Isaac(Woody Allen), o personagem principal, entra em crise quando sua ex-mulher lésbica(Meryl Streep) decide escrever um livro sobre o relacionamento dos dois, expondo todas as intimidades. Para piorar, Isaac mantém um relacionamento com uma garota de 17 anos, Tracy(Mariel Hemingway), que acaba se apaixonando por ele. Seu melhor amigo, Yale(Michael Murphy), é casado mas mantém uma relação extra-conjugal com Mary(Diane Keaton). Isaac odeia Mary à primeira vista, mas após se conhecer melhor, ambos se apaixonam. Isaac precisa convencer Tracy a ir estudar em Londres e esquece-lo e Mary precisa por um fim na relação com Yale. E nesse encruzilhamento de relações, Manhattan assiste a tudo, bela e cinzenta.
Eu achei o final deste filme impressionante. Não esperava isso, até mesmo de Woody Allen. E honestamente, o que mais me impressionou foi o roteiro. A fotografia estava ótima, os atores estão bons, mas o roteiro estava excelente. Ainda não sou fã de Woody Allen, acho que tenho alguma proteção contra esta influência. Não tenho esta euforia que os fanáticos por ele tem. Mas acredito que preciso ver mais filmes dele antes de falar qualquer coisa, pelo que me lembro, assisti apenas Annie Hall e Scoop. Assistam Manhattan, é bonito e estranhamente real.
Nota: 8,5

G.I. Joe: A Origem de Cobra


Stephen Sommers nasceu em 1962 em Minnesota, EUA. Estudou na universade de Sevilha na Espanha e quando voltou para os Estados Unidos, cursou a University of Southern California’s School of Cinematic Arts. Seus filmes mais conhecidos são A Múmia, O Retorno da Múmia e Van Helsing, todos arrecadaram milhões de dólares. Seu novo filme, G.I. Joe é inspirado nos bonecos do Comandos em Ação, da Hasbro, e já arrecadou mais de 300 milhões de dólares.
James McCullen(Christopher Eccleston) é dono da M.A.R.S., uma empresa que vende armas de alta tecnologia e equipamentos de defesa, e inventa, junto com seu cientista maluco Dr. MindBender(Joseph Gordon-Levitt), uma arma de nanotecnologia capaz de comer qualquer tipo de metal. Duke(Channing Tatum) e Ripcord(Marlon Wayans) são contratados para fazer o transporte dessa nova arma, mas durante o percurso são atacados por Storm Shadow e Baronesa(Sienna Miller), que fazem parte de uma organização secreta. No meio do ataque surgem os G.I. Joe, uma equipe de elite equipada com a mais alta tecnologia. Agora, Duke e Ripcord precisam se unir aos G.I. Joe para evitar uma conspiração organizada por quem eles menos esperavam...James McCullen.
G.I. Joe é o tipo de filme que não me agrada e que eu me recuso a ver. Mas eu acabei vendo e realmente não me agradou. 1- O filme é inspirados em bonecos que eu nem sabia que existam. 2- É o tipo de filme cheio de efeitos especiais que acaba artificializando tudo. 3-Tem o Dennis Quaid, um dos atores que mais detesto. Dá pra curtir o filme, mas acho perda de tempo. O único benefício que esse filme me trouxe foi que eu analisei a cena de ação em Paris e notei(acho que já tinha notado) que uma cena de ação contém centenas de planos de curtíssima duração, 1 ou 2 segundos. Ou seja, só uma sequência de ação dá uma trabalheira do caralho pra fazer. Não recomendo este filme para ninguém.
Nota: 5,5

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus

Terry Gilliam, diretor deste filme, é mundialmente famoso por sua participação no grupo britânico de comédia Monty Python. Inicialmente trabalhando como criador das animações surrealistas do programa televisivo do grupo. Como diretor seus trabalhos mais conhecidos são 12 Macacos, Os Irmãos Grimm e Medo e Delírio em Las Vegas, marcados por um visual único e fantasioso. Após a morte de Heath Ledger durante as gravações de O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus, Gilliam convidou Johnny Depp, Jude Law e Collin Farrel para interpretar o personagem. O que acabou sendo uma ótima alternativa.
O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus(The Imaginarium of Doctor Parnassus) começa com uma apresentação do espetáculo ambulante de Dr. Parnassus(Christopher Plummer), com seu ajudante anão, Percy(Verne Troyer), um mensageiro fantasiado de deus Hermes, Anton(Andrew Garfield) e sua filha, Valentina(Lily Cole). Um espelho é posto no palco, e aquele que o atravessar entrará num mundo imaginário controlado por Parnassus(o que me lembrou um pouco a história de Alice Através do Espelho), onde as pessoas tem a escolha de purificar a alma com o poder da imaginação ou ceder às tentações do inferno. Quando sua filha está prestes a completar 16 anos, o Diabo(Tom Waits) faz uma visita e cobra uma antiga dívida a Parnassus. Com medo de perder sua filha, o Dr. faz uma nova aposta: quem conseguir 5 almas, fica com Valentine. Neste momento é que o grupo encontra Tony Shepard(Heath Ledger), "enforcado" em uma ponte. Tony começa a trabalhar com Dr. Parnassus e ele é a última esperança para que Valentine não vá embora com o Diabo.
Terry Gilliam consegue nos levar para um mundo alternativo e onírico. Uma viagem dentro dos pensamentos. O estilo do filme me lembrou bastante as animações do programa Monty Python's Flying Circus, que eram feitas por Gilliam. Assistir este filme é uma ótima experiência. Deixe sua imaginação livre para Doctor Parnassus.
Nota: 8,5

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Veludo Azul

David Lynch nasceu em Montana, 1946. Quando criança viveu viajando pelo país com sua família. Se especializou em pintura numa escola de artes e partiu para a Europa em busca de inspiração. Ao voltar para os Estados Unidos, Lynch dirigiu diversos curtas-metragens. Seu primeiro longa foi Eraserhead, que não atraiu o público mas fez com que Lynch conseguisse um apoio para dirigir Homem-Elefante, que concorreu ao Oscar como Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Seus outros trabalhos conhecidos são: Cidade dos Sonhos e Império dos Sonhos.
O filme começa monstrando cenas da cidade perfeita, Lumberton. Tudo num grande american way of life. Mas nem tudo é o que parece. Jeffrey Beaumont(Kyle MacLachlan) volta para a cidade para ver seu pai que está internado e encontra uma orelha em enorme gramado. Jeffrey entrega a orelha para o pai de Sandy, uma amiga de infância, interpretada por Laura Dern. Não feliz com isso, Jeffrey sente uma curiosidade enorme em investigar o caso. Sandy o ajuda a entrar na casa de uma cantora de cabaré, Dorothy Vallens(Isabella Rossellini). Lá dentro, Jeffrey presencia uma cena bizarra: um traficante de drogas, Frank Booth(Dennis Hopper), estupra a cantora. Ao ajudá-la Jeffrey acaba entrando num submundo fantasioso onde não parece haver volta.
Veludo Azul é um filme estranho...porém, menos estranho do que eu imaginava. Não tem nenhum fator surreal no filme. O vilão usa uma bomba de oxigênio, os personagens são esquisitos...mas nada fora de uma realidade. O filme possui um clima interessante, a segunda parte faz um contraste com a primeira parte. Iluminação e trilha sonora diferente. Veludo Azul é um filme de suspense com personagens interessantes. Vale a pena assistir.
Nota 7,5.

Constantine


"Deus é uma criança brincando com uma fazenda de formigas"

Francis Lawrence é conhecido por dirigir clipes como "Circus" da Britney Spears e "Bad Romance" da Lady Gaga. O diretor austríaco pode ser considerado jovem, tem 40 anos, e seus filmes mais conhecidos são "Constantine" e "Eu Sou a Lenda". Sua carreira começou quando ele trabalhou como segundo assistente de câmera em Pump Up the Volume, dirigido por Allan Moyle. Francis também dirigiu dezenas de comerciais para Coca-Cola, Pepsi, McDonald's e outras grandes marcas. Constantine é inspirado nos quadrinhos de Hellblazer(um dos criadores é Alan Moore, conhecido por V de Vingança e Watchmen).
Keanu Reeves interpreta John Constantine, um ocultista seguidor da milenar filosofia do Foda-se. Sempre que um demônio aparece na Terra, Constantine o manda de volta para tentar ganhar alguns pontos positivos na hora do julgamento porque ele sabe que está "no vermelho". Seu aprendiz é Chas(Shia LaBeouf), um taxista de 19 anos que Constantine o usa apenas para seu proveito. Angela Dodson(Rachel Weisz) é uma policial que investiga o suicidio de sua irmã gêmea. E é aí que as coisas começam a embaralhar.
O roteiro é bem complexo e contém diversos elementos que não estavam originalmente nos quadrinhos, como a Lança do Destino, fragmento da arma utilizada pelo soldado romano que feriu Jesus Cristo na cruz. O filme tem a participação de Tilda Swinton interpretando o Anjo Gabriel. Admito que não lembro muitos detalhes do filme, faz tempo que o vi. O que mais impressiona é o filme ter sido produzido por um grande estúdio e ainda assim criticar a religião fortemente. Constantine é um filme muito bom, inspirado numa boa história em quadrinhos e feito com um BOM dinheiro.
Nota 8,5.

Os Deuses Devem Estar Loucos

Jamie Uys nasceu em 1921 em Joanesburgo, África do Sul. Seus filmes mais conhecidos são Os Deuses Devem Estar Loucos e Animals Are Beautiful People. Recebeu o Grande Prêmio no Festival Internacional de Cinema de Comédia Vevey por este filme, que gerou uma polêmica porque o personagem principal não conhecia a palavra "Deus". O diretor usou um fazendeiro africano para fazer o personagem Xí.
Os Deuses Devem Estar Loucos(The Gods Must Be Crazy) começa contando sobre uma tribo boxímane isolada no deserto do Kalahari. Eles vivem em harmonia, não há leis, não há fome, não há problemas. Até o dia em que um piloto de avião deixa cair uma garrafa de Coca-Cola no território desta tribo. Sem saber ao certo a utilidade daquilo, os boxímanes a usam para quebrar frutas, alisar pele e para realizar muitas outras funções. Aos poucos a garrafa se torna um objeto disputado, todos precisam usá-la e isso acaba gerando brigas entre os membros da tribo. Xí é escolhido para jogar fora a "coisa má", que eles acreditam ter sido dada pelos deuses como forma de testá-los. Então, Xí precisa caminhar até o fim do mundo para eliminar a garrafa de Coca-Colas, mas no caminho acaba encontrando humanos civilizados. Duas culturas diferentes entram em choque...hilariamente.
Vi este filme na aula de Teoria da Comunicação para estudar exatamente esta diferença que há entre a cultura ocidental e muitas outras do mundo. Vendo o filme por este lado, ele foi bem sucedido. Mas vendo do outro... Sinceramente, achei meio sem graça. É um filme estilo comédia antiga e boba. Até dá pra rir, mas é de tão ruim que são as cenas.
Nota 5,0.